
Sócrates antecipa cumprimento das regras de Bruxelas
Défice orçamental nos 3% já este ano
O primeiro-ministro revelou hoje que Portugal levou apenas dois anos para entrar nos eixos e satisfazer as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento.
O défice das contas públicas vai ficar nos 3% do produto interno bruto (PIB) já este ano. O anúncio foi feito hoje pelo primeiro-ministro, José Sócrates, após a aprovação do Orçamento do Estado (OE) para 2008 pelo Conselho de Ministros. Portugal antecipa, assim, em um ano o cumprimento das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), quando a previsão inicial era de que o défice ficasse nos 3,3%, em 2007. Apesar da folga, o Governo mantém a meta de 2,4% de défice para 2008, já que o Orçamento para o próximo ano - que será apresentado amanhã na Assembleia da República - aposta "também no investimento público, que é decisivo para relançar a economia", adiantou Sócrates. A projecção avançada pelo primeiro-ministro tem por base os dados da execução orçamental que já estão fechados até Setembro e que permitiram ao Ministério das Finanças antecipar o valor do défice orçamental para o final do ano.
"Em apenas dois anos baixámos o défice de 6 para 3%", salientou o primeiro-ministro, aproveitando para dar "os parabéns a todos os portugueses que trabalharam para este objectivo". O agradecimento foi particularizado para os funcionários públicos - alvo da mobilidade especial - "porque foram os que mais contribuíram este resultado". E foi mais longe: "reconhecemos esse esforço e tudo faremos para que não percam poder de compra no próximo ano" - note-se que as negociações salariais da Função Pública arrancam já para a semana. "A partir do próximo ano deixamos de ser um país com um défice excessivo", acrescentou. Além disso, reforçou Sócrates, os 2,4% estimados para 2008 representam o défice mais baixo desde 1975.
O primeiro-ministro revelou também que a dívida pública deverá registar uma contracção de 64,8 para 64,4% do PIB. "Dirão que a descida é pequena, mas será a primeira em sete anos".
Sobre o OE de 2008 revelou ainda que "manterá a linha de rigor, mas será também um orçamento que visa dar resposta à nossa economia". A área social será privilegiada, sobretudo no que se refere a políticas de natalidade e de apoio aos idosos.
Défice orçamental nos 3% já este ano
O primeiro-ministro revelou hoje que Portugal levou apenas dois anos para entrar nos eixos e satisfazer as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento.
O défice das contas públicas vai ficar nos 3% do produto interno bruto (PIB) já este ano. O anúncio foi feito hoje pelo primeiro-ministro, José Sócrates, após a aprovação do Orçamento do Estado (OE) para 2008 pelo Conselho de Ministros. Portugal antecipa, assim, em um ano o cumprimento das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), quando a previsão inicial era de que o défice ficasse nos 3,3%, em 2007. Apesar da folga, o Governo mantém a meta de 2,4% de défice para 2008, já que o Orçamento para o próximo ano - que será apresentado amanhã na Assembleia da República - aposta "também no investimento público, que é decisivo para relançar a economia", adiantou Sócrates. A projecção avançada pelo primeiro-ministro tem por base os dados da execução orçamental que já estão fechados até Setembro e que permitiram ao Ministério das Finanças antecipar o valor do défice orçamental para o final do ano.
"Em apenas dois anos baixámos o défice de 6 para 3%", salientou o primeiro-ministro, aproveitando para dar "os parabéns a todos os portugueses que trabalharam para este objectivo". O agradecimento foi particularizado para os funcionários públicos - alvo da mobilidade especial - "porque foram os que mais contribuíram este resultado". E foi mais longe: "reconhecemos esse esforço e tudo faremos para que não percam poder de compra no próximo ano" - note-se que as negociações salariais da Função Pública arrancam já para a semana. "A partir do próximo ano deixamos de ser um país com um défice excessivo", acrescentou. Além disso, reforçou Sócrates, os 2,4% estimados para 2008 representam o défice mais baixo desde 1975.
O primeiro-ministro revelou também que a dívida pública deverá registar uma contracção de 64,8 para 64,4% do PIB. "Dirão que a descida é pequena, mas será a primeira em sete anos".
Sobre o OE de 2008 revelou ainda que "manterá a linha de rigor, mas será também um orçamento que visa dar resposta à nossa economia". A área social será privilegiada, sobretudo no que se refere a políticas de natalidade e de apoio aos idosos.
Excelente noticia. E a que custo! Esperamos para ver...
3 comentários:
É a propaganda, estúpido!
«É uma das grandes novidades do Orçamento do Estado para 2008 (OE/2008): os funcionários públicos vão ter as carreiras “descongeladas”, com a promessa de aumentos reais nos seus ordenados.»
As carreiras não vão ser descongeladas. O regime de carreiras vai ser substituído por um novo, que é uma coisa completamente diferente, e o que estava congelado, as progressões por antiguidade, deixam de existir no novo regime de carreiras. Congeladas ou descongeladas, ninguém dará pela diferença.
O mesmo se aplica ao aumento salarial de 2,1%, com o qual se escreve que os funcionários públicos recuperarão poder de compra.
Há coisas que só interessam para fazer notícias.
Se quem escrevesse uma coisa destas fosse funcionário público, seria logo chamado de incompetente.
Como não foi, a isto chamam-lhe informação!
O "Brilharete"
«Novo "brilharete" no défice coloca Portugal dentro das regras do PEC
Portugal deverá conseguir evitar, este ano, ser o único país a violar o limite do défice imposto pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento.
O anúncio foi feito ontem por José Sócrates que, depois de aprovar em Conselho de Ministros a proposta de Orçamento do Estado para 2008, garantiu aos jornalistas que o défice público no final deste ano ficará, não nos 3,3 por cento previstos, mas em três por cento do PIB, mesmo abaixo da fronteira definida pelas regras orçamentais europeias.»
«O FMI baixou as previsões para Portugal. O Fundo retirou duas décimas à estimativa de crescimento da economia para 2008. Em vez de dois por cento, o Produto Interno Bruto deverá crescer 1,8 por cento. É o mesmo que este ano, ou seja, a economia nacional vai estagnar.»
«Desemprego e endividamento condicionam crescimento
O FMI considera que “o consumo privado deverá permanecer condicionado pelo fraco crescimento do emprego e pelo elevado endividamento” e “apesar de alguma reestruturação dos balanços, os níveis elevados da dívida das empresas e condições de crédito mais restritivas podem refrear a recuperação do investimento”.»
«Teixeira dos Santos defendeu hoje, no 2º congresso da Ordem dos Economistas, que Portugal só terá folga quando atingir um défice público equivalente a 0,4 por cento do PIB e que esse é o seu objectivo.»
Ganhos e perdas
«Governo baixa IRS a famílias com mais de um filho».
E aumenta-o o IRS a pessoas com menos uma perna, menos dois olhos ou menos 3 vértebras.
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